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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tá certo isso?

- Tá tudo errado!
- Mas, por que José?
- Porque isso tá errado!
- Mas, por que? Qual é o erro?
- Isso é uma sem vergonhice! Onde já se viu?

E ele seguiu sem me dar uma explicação do real problema do homossexualismo e de os homossexuais poderem adotar uma criança.

Ainda tentou um:
- Já pensou? Tem lá na certidão de nascimento "mãe Fernanda e pai Maria"? Tem cabimento isso?
- Não! Seria: mãe Fernanda e mãe Maria. Não são duas mães?
- Onde já se viu isso cara? E se depois de 3 meses elas se separassem? Aí ia ficar...{balbucio incompreendível}...já pensou?
- Como se com casais heterossexuais isso não acontecesse...como se muita criança não fosse criada só pela mãe, ou pela mãe e pela avó. Qual a diferença?

Discussão sem fim. Sem acordo. Sem crescimento.

Aí me falam de bíblia, me falam de bons costumes, de escolha da sexualidade.

Que se foda essa porra toda!

Quer falar de bíblia? Então comece a olhar para si mesmo e perceba que ao pregar ódio ao próximo você é quem não segue os preceitos bíblicos.
Quer falar de bons costumes? Então você acha um bom costume ensinar pro seu filho de 8 anos que um ser humano homossexual deve ter menos direitos que os heterossexuais? Que esse SER HUMANO tem menos valor que você?
Quer falar de escolhas? Então me diga que você escolheu ser heterossexual! Que isso tudo é questão de escolha e que tem gente em depressão porque não pode contar pros pais por pura frescura. Tem gente que se mata por não conseguir ser hetero! É realmente escolha?

Olha...eu não to aqui mandando você andar de mãos dadas e dar beijinho no rosto de uma homem que gosta de outros homens.

Mas presta atenção! Só saia por aí pregando algo, se isso não for gerar prejuízo para ninguém! É por causa de pessoas como José que adolescentes matam gays de tanto bater e acham certo!

Ta certo isso?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eu não sou uma cor

Isso mesmo. Não sou.
Eu sou negra, adoro ser, amo não ficar ardida por exagerar no sol, amo saber que envelhecer vai ser mais demorado, amo o fato de junto com a cor da pele ter vindo minha facilidade pra ganhar massa e meu metabolismo acelerado, amo meu cabelo que dá trabalho e veio incluso no pacote. Mas e daí? Eu amo pra mim, é meu!

E aí vem nego dizer que por sermos negros “nós somos os mais lindos da festa”, e acha que eu vou cair na anêmica lábia dele? Não! Não é assim! Nem bonito ele era pra começo de conversa.

E mesmo que fosse, perdia ponto aí. Tudo bem que nesse momento da minha vida qualquer ser humano já tem ponto negativo se for analisado como Homem, mas pensando que não fosse assim, os pontos ficavam negativos aí. Mulher gosta do fato de apreciarem sua aparência, não sejamos hipócritas, mas Mulher não é só peito, não é só bunda, nem é só cor de pele.

O problema é as pessoas falarem como se eu fosse uma cor, não parando por aí, uma cor melhor que as outras. É quase como se eu não fosse bonita se minha pele fosse branca. Irrita. De onde essas pessoas tiram que me lisonjeiam quando pregam a superioridade da “raça” negra? Gente..só se eu fosse uma espécie de líder da “Ku Klux Klan black”.

É como se achassem que eu sofri muito preconceito na vida e eles têm o dever de suprir meu obrigatório complexo de inferioridade com esses comentários enfadonhos. É ridículo! Pra mim, Maria, não funciona assim. Um elogio basta, não é preciso desmerecer as outras bocas, cabelos nem colorações pra “eu me sentir melhor”. {Eu não sou melhor! Ninguém é!}

Deixe-me explicar: pra uma coisa ser linda, a outra não precisa ser feia; todos os traços são bonitos, o que vale é a combinação deles pra fazer de uma pessoa bela ou não tão bela. Talvez ter crescido em um ambiente com crianças de todos os tipos, jeito e trejeitos tenha me ajudado a ter essa clareza; mas vamos evoluir né minha gente!?

Que tal: ao olhar uma pessoa, ver uma pessoa?

#ficaadica

sábado, 11 de setembro de 2010

Je sou brazilian

Estava afim de escrever, mas sem inspiração....
Já estou usando isso como diário de desabafo mesmo... então vou lá:

Mais uma vez tive que me explicar. Não bastasse o cabelo não ser meu, eu não sou de São Paulo e nem do Brasil.
Desde que eu cheguei em Natal isso tem ficado mais frequente...
Hoje mesmo um cara me parou na UFRN e papo vai papo vem ele me pergunta: "Mas como é? Vocês fazem um vestibular lá?" Eu: "Não, moço. Sou Brasileira".*pra quem não sabe, lá tem intercambista africano*
Acontece que eu sou da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Angola, Cabo Verde, África do Sul, EUA...qualquer canto. Menos SP-Brasil.

Nem é revolta gente..não é ofensa ser desses lugares. A maioria deles é de gente LINDA. Me chamem de linda..haha ADORO. Mas...né? É chato se explicar.

Na próxima digo que sou da África do Sul e começo a falar em inglês. Bem que ia ser divertido..

domingo, 15 de agosto de 2010

Quanto tempo o tempo tem?

Estou com medo. Sou péssima em organização.
Estou com medo de não ter tempo de ter tempo só por não saber organizar esse tempo.
Mais medo ainda é de descobrir que mesmo se eu organizar, talvez não sobre o tempo de ter tempo. E se ficar só o tempo? Quero o tempo de ter tempo também.
Não gosto dessa organização.
Sem o tempo de ter tempo, onde ficam os imprevistos?
Acontecimentos na minha vida só com hora marcada com 15 dias de antecedência? hum hum...Não gosto disso.


Papai do Céu, que eu saiba ter tempo de ter tempo.
Amém.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Peruca

Eu sempre digo que não tive nenhum trauma de infância, que a opnião alheia não me incomoda e barará. Mas estava passando creme nas madeixas quando um pensamento veio à tona: as pessoas sempre acharam que eu era careca. Desde pequena isso me assombra. Por que o cabelo que habita minha cabeça não poderia ser meu? Eu não posso ter um cabelo bonito? Somente na época que ele era feio que tais afirmações não foram dirigidas à minha pessoa. Não vou mentir...incomoda.

Quando eu era pequena minha mãe sempre fazia daqueles montes de trancinhas. Ficava realmente uma graça, mas o elogio era sempre: "Que lindo! É dela?". Como assim se é meu? Então pra ficar bonito tem que ser canecalon? Eu, cuja paciência e simpatia para com estranhos ainda não tinha sido desenvolvida, sempre dava um jeito de a pessoa ficar sem graça, fosse puxando a minha cabeça pra longe, olhando feio ou medindo a pessoa de cima a baixo com aquele olhar de 'quem é você pra falar comigo?'. Lógico, a cara da minha mãe rolava juntamente com a do estranho, mas é o preço a se pagar por ter filhos; eles te fazem passar vergonha. {Vai ver é por isso que os pais se vingam na pré-adolescência, agora tudo faz sentido!}

Depois eu cresci [9anos] e comecei a saga do relaxamento. Química, química e mais química. Só que antes da tempestade veio a bonança. Os cachos eram bonitos, o cabelo comprido...e mais uma vez os elogios: "Que lindo! É dela?". Do canecalon passei ao aplique, megahair, chame como queira. Como já estava começando a exercitar a difícil arte da simpatia, dava aquele sorriso amarelo fielmente traduzido por: "Vai se fuder,
Eu, o padre e os cachos na
minha primeira comunhão.
por favor." A pessoa saia menos sem graça e eu tentava guardar somente o "Que lindo!" e abstrair o "É dela?". Logicamente o esforço foi em vão e os dois permaneceram em minha mente, caso contrário este texto nem existiria.
Nos dias de hoje, sem química nem trancinhas, aquele elogio ainda me assombra de vez enquando, só que agora alternam entre "É seu?", "É você quem faz todos os cachinhos?:o" ou "Você faz permanente né?". Sim, é meu, eu não sou careca e eles nasceram de mim. Não, eu não os faço, eles são assim. E não, ele enrola sozinho, a minha parte está só na hidratação, o resto foi Deus, o DNA, o acaso..como queiram, MENOS O CABELEREIRO. Olha só:

Desabafei.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

''A criminalidade toma conta da cidade"

Sabe quando você é criança e seus pais parecem perfeitos, e por mais injustos que eles sejam {ou você pense que estão sendo}, há um amor tão imenso que apenas as coisas boas são exaltadas? Com ele ainda era assim. Achava. Ainda queria ser pros seus filhos a mãe que teve, chegava a entitulá-la perfeita mas..ele tinha descoberto nela um certo "Quê" marginal nos últimos tempos. A mulher era uma Lady, há quem dizia uma Lady evangélica {com os quesitos positivos carregados por este adjetivo}, sendo que ela dava o dedo e falava palavrão! Sério. Seus amigos ainda não acreditavam, afinal, a Dona era uma Lady. Mas não, Txxia Aparecida não espelhava bem sua real imagem.
Acreditava ele no dever dos pais em ensinar boas maneiras e a não falar coisas feias, entretanto o lado obscuro da sua progenitora começou a assustar, mesmo, quando ela o ensinou a abrir uma janela por fora. Algo no mínimo intrigante, para não dizer estranho de uma mãe ensinar. Tudo bem que a janela era deles e estavam trancados para fora de casa, só que..Onde foi que ela aprendeu aquilo? Não era para ela saber! Outras mães chamariam o chaveiro! E quando ela passou-lhe a técnica de abrir um carro com um barbante? Como assim?! Pensava.. A mãe do meu amigo o ensinou como fazer um bolo, como tratar as mulheres que encontrasse...a minha a abrir uma carro com um barbante! Tudo bem que o carro era deles e mais uma vez estavam trancados para fora e, a essa altura, você deve estar pensando:sua mãe não é marginal, vocês são é retardados e não conseguem sair sem se trancar pra fora de nada {compreensivo}, mas o que a sua mãe faria? Chamaria o chaveiro, um táxi pra ir buscar a chave reserva, ligaria pro Papa(!), menos procurar nas redondezas um barbante e abrir o carro.
A última da Txxia Lady foi ensinar-lhe a roubar um carro com três latinhas e uma corda. TRÊS LATINHAS E UMA CORDA!!! E ele se perguntava: por onde ela andava? Quais eram suas companhias? Na época dela essas eram preocupações maternais e não dos filhos. E se ao invés de medicina escolhesse o lado negro da força? Estaria devidamente encaminhado com técnico em práticas ilícitas. Aonde esse mundo iria parar? Era pai jogando filha da janela, filho enterrando mãe atrás do armário, mãe ensinando filho a roubar. Se continuasse assim poderíamos inverter os julgamentos:
- Acusação: honestidade, devolução do troco.
- Sentença: 3 anos de medidas socioeducativas atuando como furtador em paradas de ônibus.

São os Tempos de Caliuga, os Maias tinham razão!





Desculpa Luciana por te fazer esperar 3 dias, foi resultado de forças externas. ;}
Ahh! Se não entender bota no google... \o ela não entendeu.